O vice-presidente do Governo Regional, Pedro Calado voltou a reiterar ao início desta noite aquilo que dissera há poucos dias em Câmara de Lobos quando afirmou que “nenhum jovem pode ficar satisfeito ou chegar ao topo de uma carreira se tiver na cabeça um horário de trabalho das 9 às 17 horas ou de segunda à sexta. Esqueçam. Não têm em nenhum sítio do mundo, a não ser que se dediquem a actividades paralelas, mas o mercado de trabalho não é compatível com esse tipo de actividades. Só com muito esforço e dedicação – e oiçam o que vos digo que com certeza vão se recordar muitas vezes – é que conseguem chegar ao topo da hierarquia de uma grande empresa”, disse.
As palavras em Câmara de Lobos originaram fortes críticas de elementos da oposição, e não só, razão para que hoje, em São Vicente, Pedro Calado desse o ‘troco’ aos que não perceberam as suas declarações. Para esses, ficou o recado: “Houve uns iluminados desta terra, coitados – esses nunca hão de passar sequer pela intenção criar um projecto, porque a mentalidade deles não dá para isso – falei exactamente da necessidade de termos jovens capazes de serem melhores dos melhores, e pedi para terem a mente aberta e para saberem como se trabalha no mundo empresarial”.
Um pensamento proferido sob o olhar de professores universitários e de altos quadros de empresas regionais, que segundo o governante sabem bem que aquilo que acabara de afirmar sendo uma realidade indesmentível: “Tenho a certeza que nenhum deles desmente aquilo que estou a dizer”, expressou.
E para retirar eventuais especulações aproveitou para dar o exemplo de Cristiano Ronaldo que trabalha arduamente para ser ‘melhor do mundo’.
Antes, sublinhou que o Executivo madeirense “faz um investimento ímpar na juventude para ter os melhores dos melhores a trabalhar na Região”, garantindo que “está a ser criado condições” para que não se assista à fuga de quadros técnicos para o estrangeiro como acontece na área da saúde e da enfermagem como o próprio governante recordou.
Foi por isso que o número dois de Miguel Albuquerque sublinhou perante uma plateia de jovens licenciados, outros com cursos de mestrado e um a frequentar o doutoramento, que não quer que estes vão trabalhar para o estrangeiro. “Queremos que tenham formação ao mais alto nível, de excelência, lá fora ou aqui, mas queremos que trabalhem na Região, dentro das nossas necessidades”, concretizou, elogiando alguns que integram o curso.
Esta iniciativa, realizada em parceria com o AUDAX - Centro de Investigação e Apoio ao Empreendedorismo e Empresas Familiares1 do ISCTE - Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, envolve cerca de 70 estudantes de Universidades e Institutos Politécnicos do país de diferentes áreas de formação e nível de ensino (Licenciaturas, Pós-graduações, Mestrados ou Doutoramentos).

