A presidente da Câmara Municipal da Ponta do Sol e o secretário regional da Agricultura e Pescas trocaram palavras azedas na XIII Feira da Cana de Açúcar. A autarca socialista abriu as hostilidades para lançar uma farpa política ao governante: “Quando vier à Ponta do Sol dar cheques aos agricultores pode me convidar para estejamos informados dos apoios que estão a ser dados aos agricultores para evitar que os agricultores estejam na porta da Câmara a pedirem informações destas iniciativas e não saibamos responder”, começou por espicaçar o governante que tem promovido encontros com os agricultores e nos quais são entregues valores monetários de 100 euros para que possam minimizar os custos de produção e que muita celeuma tem causado junto dos partidos da oposição.
E prosseguiu: “Não faz mal nos convidar, estaremos disponíveis para colaborar, aliás a autarquia tem diversas ajudas, acho que trabalhamos todos para o mesmo, portanto quando vier informe que estaremos disponíveis para acompanha-lo nas suas visitas”, atirou o recado a Humberto Vasconcelos, dizendo que é necessário ter uma especial atenção à construção de mais acessibilidades aos terrenos.
Ora, na resposta, porque manda o protocolo que seja a autoridade hierárquica com maior responsabilidade feche os discursos – entendimento diferente teve a edil que queria encerrar a cerimónia – o governante começou por se dirigir às autoridades presentes dizendo “fazer parte boa educação política” cumprimentar as autoridades, uma espécie de reprimenda à autarca socialista que começou o discurso sem respeitar à habitual formalidade que estas ocasiões normalmente têm.
Depois, bom depois, Humberto Vasconcelos reagiu ainda com mais energia: “Não podemos estar a atirar ‘farpas’ para a esquerda ou para a direita, mas estar numa missão de defesa dos agricultores. É isso que a Secretaria faz, é isso que vai continuar a fazer”, salientou.
Posteriormente reiterou aquilo que já fora dito esta semana na Assembleia Legislativa, recordando que o governo “irá pagar até 85% de todo os prejuízos declarados” que os últimos temporais causaram nos bananais. “Serão mais de 2 milhões de euros que vamos assumir, pagando directamente a todos os agricultores”.
Quanto à produção de cana-de-açúcar, Vasconcelos voltou a recordar que à semelhança de outros anos, o Executivo madeirense vai accionar uma “linha de crédito para antecipar o pagamento dos fundos comunitários”, uma medida que segundo explicou servirá para “proteger quem, por vezes, não tem parcelares” e pagar o respectivo valor que se manterá no mesmo montante, anunciou.
Mas ainda faltava a última resposta do governante que não esqueceu os recados de Célia Pessegueiro: “Quem promete tem de cumprir. Nós já fizemos 13 caminhos agrícolas. Eles estão feitos e no próximo ano lançaremos a estrada do Pinheiro”, prometeu o social-democrata.

