Cerca de 30 taxistas, de vários concelhos da Região, afectos à Associação Industrial de Táxis da Madeira (AITRAM), manifestaram-se hoje em frente à sede desta entidade, em Santo Amaro, como forma de protesto contra o actual presidente, António Loreto.
“Foi uma reunião em que chamámos todos para ser inteirarem o que se está a passar na AITRAM”, afirmou José Berenguer, o porta-voz da revolta dos associados, considerando que António Loreto “acha-se proprietário da associação” e “parece que foi uma herança que os pais lhe deixaram”.
Em causa, estão as três providências cautelares impostas por António Loreto, sob outras três Assembleias-Gerais, realizadas em 2017, que tinham em vista pontos como a sua destituição e a alteração de estatutos da AITRAM.
De acordo com José Berenguer, “há uma atitude antidemocrática deste senhor” e neste momento, a associação “quer divulgar através dos meios tecnológicos a realização da próxima assembleia”, tendo em vista a alteração de estatutos, “e ele deu ordens expressas no sentido de não nos facultar nada”, o que na opinião do contestatário “é inadmissível” e “vai impossibilitando o funcionamento normal da associação”.
“As eleições estão longe de se realizar e pelo andar das coisas dificilmente vamos tê-las num curto/médio prazo”, lamentou José Berenguer.

