O retomar do programa de saúde oral nas escolas ‘Madeira a Sorrir’ já abrange cerca de 7 mil alunos do pré-escolar e dos primeiros anos do 1.º ciclo e desde 2016 permitiu reduzir em 22 por cento a prevalência das cáries dentárias. Estes indicadores foram avançados, esta manhã, no Funchal, pelo presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, numa conferência onde anunciou que “o grande objectivo agora é fazermos o reforço do investimento nesta área e tentarmos abarcar do ponto de vista da prevenção o maior número ou a totalidade da população juvenil da Região Autónoma da Madeira”.

Albuquerque explicou que o programa ‘Madeira a Sorrir’ corresponde aos objectivos que se esperam com a mudança de paradigma nos serviços de saúde, em que o investimento e a alocação de recursos privilegia a prevenção das situações de doença, com a detecção precoce da cárie e de outros problemas de saúde oral.

À margem desta conferência, o representante regional da Ordem dos Médicos Dentistas, Gil Alves, congratulou-se com o facto do executivo de Albuquerque ter acolhido a proposta feita pela sua organização de retomar este programa de saúde oral que tinha sido interrompido em 2010 pelo Governo de Jardim, mas sublinhou que há ainda um caminho a percorrer, pois o programa anterior já abrangia 20 mil crianças e jovens dos 3 aos 13 anos. Se antes havia 21 médicos dentistas que quinzenalmente realizavam acções de prevenção de saúde oral nas escolas, hoje são onze e fazem uma visita por trimestre aos estabelecimentos de ensino. “Não são programas comparáveis, mas é essencial que se continue a promover a saúde oral e está-se a fazer algo que é importante para não deixar cair todo o trabalho que tinha sido feito nos 15 anos anteriores”, comentou o mesmo especialista, que gostaria também que a valência de medicina dentária chegasse a todos os centros de saúde da Região e não apenas a uns poucos.