O Departamento do Tesouro (DT) dos Estados Unidos aplicou hoje sanções a quatro cidadãos venezuelanos, funcionários e ex-funcionários de Caracas, que acusa de fraudes económicas e actos de corrupção.

As sanções foram aplicadas pelo Controlo de Activos Estrangeiros (OFAC) e incluem o congelamento de activos que tenham em território norte-americano. Por outro lado, as entidades norte-americanas ficam proibidas de manter relações financeiras com os sancionados.

Américo de Mata, da direcção do Banco Nacional de Habitação e Habitat, William António Contreiras, da Superintendência para a Defesa dos Direitos Socioeconómicos, Nelson Lepaje do Tesouro Venezuelano, e Carlos Rotondaro, ex-presidente do Instituto Venezuelano de Segurança Social (IVSS) são os visados.

Num comunicado de imprensa, o DT explica que Américo de Mata geriu uma empresa que coordenou a campanha presidencial do Presidente Nicolás Maduro, em 2013, e que pediu 50 milhões de dólares em nome do Governo venezuelano à Odebrecht, garantindo em troca contratos para futuras obras.

Por outro lado, William António Contreras impôs um controlo de preços a “empresas que vão desde supermercados a multinacionais” que as levou a “diminuir ou parar” importações e de implementar leis que proíbem o sector privado, na Venezuela, de declarar preços diferentes aos impostos pelo Governo.

Nelson Lepaje é acusado de ter autorizado a abertura de contas bancárias com recursos do Tesouro Nacional, em moedas nacionais e estrangeiras, que envolvem 10 milhões de dólares norte-americanos.

Carlos Rotondaro dirigia o IVSS, que estava encarregado de fornecer medicamentos para doenças crónicas e outras, que a Venezuela já não compra ou produz, ocasionando a insuficiência de vacinas e antibióticos, levando os pacientes a abandonar o tratamento.