Pedro Ramos, secretário regional da Saúde, fez o ponto da situação desde a meia-noite até às 17h30 de hoje, período em que a Madeira esteve, e ainda se encontra, sob alerta vermelho. Na sede do Serviço Regional de Protecção Civil, o responsável adiantou que até ao momento foram registadas 34 ocorrências, maioritariamente relacionadas com quedas de árvores, levantamento de telhados em alumínio, derrocadas ou a agitação marítima, casos que mobilizaram 38 operacionais para o terreno, um número que, ainda assim, é “flutuante e variável”.

“Desde domingo que a Madeira tem vindo a ser assolada por condições atmosféricas não tão boas como se poderia desejar, de facto, a precipitação, o vento forte e a agitação marítima têm sido três características que têm envolvido a Região nos últimos três dias, por causa desta situação, tivemos a necessidade de passar inicialmente de um alerta amarelo para laranja e depois para vermelho”, destacou inicialmente Pedro Ramos, para depois explicar o motivo de ter anunciado este ponto de situação.

“Senti necessidade de o fazer para tranquilizar a população. Tudo o que tem acontecido em termos das quedas das árvores, levantamento de alguns telhados de alumínios ou alguns problemas com a agitação marítima era previsível e não nos tem preocupado demasiado, uma vez que não há feridos a registar”, disse o responsável pela Saúde, aconselhando a população a descarregar a aplicação para telemóvel da Protecção Civil.

Para já, “vamos aguardar que as condições melhorem” e segue o aviso dirigido à população para que “permaneça nas suas casas”, como também “não utilizem os espaços físicos que foram anunciados como problemáticos devido às condições atmosféricas”, ou “as zonas costeiras ou junto de árvores”.

Quanto ao término do aviso vermelho, “não se pode dizer” quando irá cessar, sendo que amanhã “vemos o ponto de situação”, frisou Pedro Ramos, sem esquecer, contudo, que as ribeiras “e todas as obras que foram feitas estão a cumprir o seu papel”.

“O escoamento da água e dos atritos tem sido feita sem grandes obstáculos, o que tem provocado um melhor funcionamento. Os atritos ficam acumulados nas zonas de contenção e a água tem seguido o seu caminho normal até chegar ao mar”, concluiu.