A União dos Sindicatos da Madeira (USAM) está realizar, nesta sexta-feira, uma recolha pública de assinaturas contra a precariedade no sector público, que faz parte de uma campanha que está a ser concretizada a nível nacional.
“A partir de 2005, e com mais agravamento desde 2009, houve a saída de muitas pessoas para a aposentação no sector da educação, administração, entre outros, mas não houve a devida colocação de novos contratados” para substituir os funcionários que deixaram de exercer funções, afirma Alexandre Fernandes, dirigente da USAM.
O sindicalista diz que o sector público está a “colmatar essas lacunas com os programas ocupacionais para desempregados, com os estágios profissionais e não abrem concursos para as pessoas que prestam um bom serviço ao sector”, não havendo assim a possibilidade de “ingressarem nos quadros e terem um posto de trabalho permanente”.
Esta realidade “é um dos piores exemplos de precariedade, em que as pessoas estão sempre na ‘corda bamba’, não têm perspectivas de trabalho no curto prazo e é um trabalho sem direitos, situação que se tem vindo a massificar”, sublinha.
O sindicato espera recolher entre 2.500 a 3.000 assinaturas, durante esta sexta-feira, para a petição que deverá ser entregue em Março na Assembleia da República, pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP).

