O deputado do PSD, Miguel Sousa, levantou, na sua página do Facebook, algumas questões referentes à escolha de Rubina Berardo para a vice-presidência da bancada paralamentar do PSD na Assembleia da República, presidida por Fernando Negrão, que teve menos de 40% dos votos dos seus pares.
“A eleição para a liderança do grupo parlamentar do PSD na Assembleia da República levanta uma questão partidária regional que não devo escamotear. Pela primeira vez, que eu me lembre, a escolha do deputado pela Madeira para integrar a direcção do grupo parlamentar foi feita na lógica das eleições internas nacionais ( Rui Rio versus Santana Lopes ) em vez da predominância da ordem partidária regional”. Para o histórico social-democrata “havendo uma deputada cabeça de lista social-democrata que é simultaneamente membro da Comissão Política Regional do PSD-M, foi esta preterida por uma colega que se perfilou por Rui Rio. Pessoalmente é-me igual a escolha, mas no plano político autonómico já não me é indiferente por significar que não coube à direcção política regional do PSD-M a indicação. Ao contrário do sempre acontecido”.
Miguel Sousa, apoiante de Santana Lopes na corrida às últimas eleições internas, sublinha que “a lista de deputados do PSD-M candidata à Assembleia da República tem de ter uma lógica e coerência, que deve ser respeitado também pelos próprios. As lutas pela liderança do PSD nacional não podem ser interferência na estrutura partidária regional. Nem veículo para isso.
Esperemos que não seja a primeira armadilha da nova liderança sobre a estrutura autonómica regional”.
