Foram cerca de 200 motociclistas que se reuniram esta tarde, na Avenida Sá Carneiro, como forma de protesto contra o Governo da República em relação às inspecções e licenças que serão implementadas aos motociclos e, consequentemente, os motociclistas.

“Esta é uma manifestação organizada pelo Grupo de Acção Motociclista, e com esta iniciativa pretende-se alertar e sensibilizar para duas temáticas fundamentais: a primeira delas tem a ver com a passagem obrigatória de inspecções periódicas nos motociclos, que é algo que nós não concordamos, e a segunda tem a ver com o facto de ter sido reanalisada a lei 78/2009, que é uma lei que permite que se conduza os motociclos com a carta de condução para veículos”, começou por afirmar Nélio Olim, representante deste protesto na Região.

“Todo este processo contraria a legislação que existe a nível europeu, portanto, achamos que é um retrocesso estarmos sequer a pôr em causa tudo isso, até porque um dos motivos para a obrigatoriedade das inspecções às motas tem a ver com o aumento de sinistralidade. Esta é uma falsa questão, porque analisamos os números da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária e ao longo dos últimos anos a sinistralidade associada aos motociclos tem diminuído”, constatou.

Como forma de sustentar esta tomada de posição, Nélio Olim afirmou que “a inspecção que vão lá fazer é algo que a PSP já faz nas suas acções de fiscalização”, portanto, “é um gasto desnecessário, que apenas servirá enriquecer as entidades que gerem os centros de inspecção”.

A Madeira junta-se assim às manifestações que decorrem igualmente em Lisboa, Porto, Faro, Coimbra e Ponta Delgada, sendo que na capital foi entregue ao ministro da Administração Interna e demais grupos parlamentares um manifesto em defesa dos motociclistas.