A Madeira vive um momento determinante na sua linha política. Nunca o apelo foi tão grande, nunca a chamada foi tão alta. A Autonomia tal como a conhecemos nunca antes esteve tão em risco de ser beliscada, de ser posta em causa. Tudo o que foi conquistado pelos nossos pais e pelos nossos avós em nome de uma Madeira democrática está hoje em causa.
Foi o nosso desejo de querermos ser autónomos que nos diferenciou do exterior. Mesmo a nível internacional é a Região que se destaca quando se fala de Portugal. O país por muitas vezes brilhou devido aos contributos desta ilha e destas pessoas, somos assumidamente diferentes, melhores. Os exemplos são vários, quer no desporto, na saúde, na economia.
A história de sucessos de uma região com apenas 260 mil habitantes deve-se sem dúvida a um partido que esteve sempre ao lado dos madeirenses. De um partido com quadros experientes em organizações europeias e internacionais e que acima de tudo manteve-se distante, o quanto baste, das políticas do Continente. Hoje entende-se que num país banhado pelo Atlântico permaneça um ponto laranja – A Madeira. Entende-se que possa fazer confusão, muita confusão, a alguns decisores ver um mapa cor de rosa e encontrar um ponto laranja. É a permanência desse ponto que fez com que o nosso Centro Internacional de Negócios tenha sido prejudicado, que as verbas dos incêndios ainda não tenham chegado, que as verbas do hospital ainda não tenham sido dadas ou para que o subsídio de mobilidade ainda não tenha tido a mesma urgência que os animais de companhia tiveram ao ver a lei aprovada que lhes dá acesso a entrar em restaurantes.
Vivemos numa ilha insular e ainda temos que lutar contra um governo que não foi o mais votado.
Por isso as regionais do próximo ano serão determinantes para prosseguirmos um caminho de sucesso que se quer.
Vamos continuar a ser madeirenses e a proteger a nossa região, costumes e identidade.
Paulo Alves