Em 2019 abrir-se-á um novo ciclo político e o CDS quer ter um papel central. Começaremos o ano com ambição máxima e com vontade de nos prepararmos bem para poder apresentar propostas de valor acrescentado. Como temos vindo a fazer, desde Julho. Recordo que em menos de seis meses conseguimos fazer baixar o preço dos passes sociais; pudemos fazer com que os produtores agrícolas madeirenses fossem discriminados positivamente nos concursos públicos do Governo; colaborámos ativamente para que alguns impostos descessem, quer para as empresas, quer para os cidadãos; conseguimos que a Câmara do Funchal (CMF) não aumentasse a derrama em 200%, como era sua intenção; fomos capazes de fazer aprovar a extensão dos apoios da CMF às famílias com crianças matriculadas nas creches privadas do Funchal; conseguimos que a maior autarquia da Região aceitasse finalmente promover melhorias na rede viária das zonas altas da cidade; também devido à nossa ação, centenas de casas até agora clandestinas podem ser legalizadas no Funchal. Tudo isto é factual e pode facilmente ser comprovado. Tudo isto se deveu à capacidade que demonstrámos para negociar e para colocar os interesses do coletivo à frente dos interesses particulares, da estratégia política de curto prazo. Tudo isto aconteceu porque demonstrámos vontade em ser úteis aos cidadãos e à comunidade. Em 2019, não mudaremos a bussola e continuaremos a caminhar de forma segura, criticando quando acharmos que devemos criticar, elogiando quando entendermos ser caso disso, propondo alternativas, negociando em prol dos madeirenses. Faremos o contraponto necessário a uma prática política que se tem instalado – quer no Governo, quer na CMF – e que visa os ganhos de curto prazo, dando preferência aos verbos “dizer”, “anunciar”, “prometer” em detrimento do verbo “fazer”. Ninguém espere que o CDS entre no jogo do “diz que disse”, da promessa fácil, da política-espetáculo. Essa não é a nossa forma de estar na vida pública. Essa não é, definitivamente, a minha forma de estar na política. Da nossa parte, os cidadãos podem esperar capacidade negocial, assertividade, vontade, empenho, trabalho, disponibilidade para ouvir, verdade. Não contarão certamente com demagogia, anúncios espetaculares e espetacularmente vazios, falta de rigor e populismo, porque sabemos claramente que não iremos por aí, mesmo que essa seja, às vezes, a rota mais fácil para ganhos imediatos. Termino desejando, a todos, um bom ano de 2019. Que tenhamos discernimento para escolher os melhores caminhos quer na nossa esfera pessoal, quer na nossa comunidade, lembrando-nos de que FAZER é sempre mais importante do que prometer. Que o compromisso é sempre relevante. Que palavras, leva-as o vento, sendo a ação aquilo que verdadeiramente nos define.