Face às notícias vindas hoje a público, a vice-presidência do Governo Regional esclarece que “não é verdade que a Região Autónoma da Madeira vá pagar 4,2 milhões de euros à Orey Financial, para que esta lhe preste serviço especializado de assessoria financeira”.
“O que está contratualizado com esta empresa especializada em assessoria financeira é o pagamento de 12.500 euros, montante que, conforme consta do contrato, aumentará, percentualmente, até ao limite de quatro milhões e duzentos mil euros, sendo que valor a pagar dependerá da redução alcançada nos custos da dívida”, refere numa nota de imprensa enviada à redacção.
Diz ainda que “não é líquido, portanto, que a despesa vá atingir o total previsto, o qual é apenas fixado como um limite e será sempre proporcional aos benefícios efetivos que sejam conseguidos para a Região Autónoma da Madeira”. “De qualquer das formas, o pagamento limite de 4,2 milhões de euros, será sempre um bom negócio para a Madeira, pois, se assim for, quer dizer que a Região terá poupado, pelo menos, 210 milhões de euros”, acrescenta.
Aproveita, também, esta oportunidade para realçar que a Região só recorreu a este procedimento porque “não lhe restava outra alternativa, dado que o Primeiro-ministro, apesar de já ter assumido o compromisso político de que os juros indexados ao empréstimo do Plano de Ajustamento Económico e Financeiro à Madeira seriam revistos, uma vez que estava numa taxa superior aos custos suportados pelo Estado, recorrentemente, tem vindo a negar essa pretensão à Região”.
“Ora, não tendo sido cumprido o compromisso assumido pelo Governo da República de rever esses juros e não havendo outra alternativa à Região, foi decido seguir por esta via. Pois a situação, com as taxas que nos estão a ser cobradas, está a lesar a Madeira em cerca de 12 milhões de euros por ano”, concluiu.
