O Governo Regional prevê que, em 2019, o Produto Interno Bruto (PIB) regional atinja os 2,3%, o valor mais alto desde 2006, inclusive voltando a estar melhor do que a média nacional (2,2%) desde que se iniciou o ciclo de crescimento económico iniciado em 2014.
Para tal, vai contribuir sobretudo o investimento das empresas, calculada mediante o indicador Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que deverá aumentar 14,7% mais do dobro do de 2018 (+5,2%), superando largamente os contributos positivos (face ao ano em curso) das importações (+3,9% face a +1%), as exportações (+1,1% face a +0,6%) e ao consumo público (+1% contra +0,8%) deste ano). A única componente a baixar nas previsões do Governo regional é o consumo privado, que passa de +2,2% para +1,9%.
Refira-se que a procura interna (+3,4%) e as exportações líquidas (-1,1%) também dão um contributo, esse real, para o crescimento do PIB, tendo Pedro Calado destacado a taxa de desemprego que diminui, nas suas previsões para 8,1%, estando provisoriamente em 2018 nos 8,8%, contra os 10,4% de 2017 e os 12,9% de 2016, sendo este o valor mais optimista para o Mercado de Trabalho (composto pelo indicador do Emprego, com +1,2%, a remuneração média por trabalhador, com +1,7%, e a produtividade aparente do trabalho que atinge valor positivo, para 1,1%, o melhor dos últimos quatro anos).
Refira-se outro indicar importante, o rendimento disponível bruto das famílias, que apesar das medidas de redução do IRS e de apoio social na educação e nos transportes, deverá baixar face a 2018 (+4,1%), ainda que se mantenha positivo (+3,6%).

