Victor Freitas, o líder parlamentar do PS-Madeira, considera que, apesar de Paulo Cafôfo ainda não governar o executivo regional, já está a condicionar o Orçamento da Região para 2019. O socialista acredita que as medidas positivas que constam desse documento existem graças ao condicionamento que a candidatura de Cafôfo às Regionais impôs ao PSD.

O PS explica que, numa primeira análise, temos de olhar as medidas prometidas em 2015 no programa de Governo e olhar o Orçamento para 2019, o último deste executivo. “Este devia servir para fechar e acertar o contracto que estabeleceram com o povo nas eleições e através do Programa de Governo. O que nós detectámos numa primeira leitura deste ORAM é que as medidas que prometeram no programa de governo não têm cabimento orçamental”, considera Victor Freitas. O socialista dá como exemplos a redução da lista de espera para cirurgias, as altas problemáticas ou a construção de novos lares e o ferry todo o ano.

O PS mostrou-se desagradado pelo facto de, sete anos após o PAEF, em que a Madeira teve um aumento de impostos, a Madeira continue com impostos muito elevados. A baica de IRC foi curta e diminuta e o IVA nem foi mexido. Quanto ao IRS diz que os valores são muito altos e as redução feitas são mínimas.

“Por outro lado, vemos algumas medidas positivas, medidas essas que foram condicionadas pelo calendário eleitoral. Não temos dúvidas que essas medidas são tomadas em virtude de o partido socialista se apresentar a estas eleições com condições para derrotar pela primeira vez o PSD. O nosso candidato Paulo Cafôfo condiciona toda a abordagem por parte do Governo”, assume.

O líder da bancada socialista dá como exemplo a contagem do tempo de serviço dos professores e a redução do preço de passe sociais. “Não governando ainda, já condiciona aquele que é o último orçamento que o PSD apresenta na Assembleia Regional”, conclui.