Na sequência das graves acusações lançadas pelo dirigente e autarca eleito pelo PSD-M sobre a gestão da Câmara Municipal do Porto Moniz, a autarquia esclarece que “esteve, está e estará sempre disponível para responder a quaisquer pedidos de informação, de qualquer entidade, relativas à sua gestão, nada tendo a esconder ao PSD e nada tendo a comentar sobre a falta ou excesso de atuação do Tribunal de Contas, entidade independente e que muito respeitamos, não esquecendo as decisões que tomou relativamente à gestão desta autarquia, no passado, sob a gestão do PSD”.

Atendendo “às graves insinuações” lançadas por Nélio Rodrigues, dirigidas a esta Câmara e ao Tribunal de Contas, a edilidade presidida por Emanuel Câmara garante que “compete-nos apenas lamentar o teor de tais acusações, que mais não demonstram do que uma tentativa desesperada do PSD desviar as atenções sobre processos judiciais em curso, envolvendo outras instituições e agentes políticos ligados ao PSD que vieram a público esta semana”.

Sobre o pedido de explicações sobre diversos actos, sucessivamente ignorados, a edilidade “estranha o facto de o agente político se manifestar em nome do PSD local uma vez que, quinzenalmente, o vereador Rui Nelson, eleito pelo PSD, marca presença nas reuniões de Câmara, nunca tendo apresentado formal ou informalmente qualquer pedido de documentação ou informação, como pode ser constatado nas atas de reunião de câmara, disponíveis no site do município e aprovadas pelo vereador da oposição”, contraria a versão de Rodrigues.

Tais acusações carecem que o autarca concretize exortando que avance com as “denúncias de tais actos para as entidades competentes”, nomeadamente para o Ministério Público e para o Tribunal de Contas. “É, curiosamente, o próprio agente político que diz não possuir quaisquer provas de procedimentos irregulares, o que confirma bem a intenção das acusações dirigidas a esta autarquia. “Se calhar”, “não sei” e “não tenho provas”, são expressões utilizadas pelo próprio e que caracterizam bem o agente político que profere tais acusações e as suas reais intenções, procurando envolver nelas e atingir quem nunca teve, nem tem, qualquer ligação à actividade da CMPM.