A Câmara Municipal do Funchal organizou esta quinta-feira, no Teatro Baltazar Dias, a terceira edição do Encontro de Cultura Acessível, uma iniciativa municipal no sentido de debater os desafios que se afiguram à cultura do concelho e da Região, em termos de inclusão e acessibilidade.
O Presidente da Câmara Municipal do Funchal (CMF), Paulo Cafôfo, marcou presença na abertura deste que “para nós, é um encontro significativo, porque quando se fala de acessibilidade, isso diz respeito a todos nós. Não é uma responsabilidade só dos que precisam, mas sim uma responsabilidade de todos. Quando se fala de acessibilidade, fala-se de cidadania e humanismo, de inclusão e de não discriminação, e quando assim é, não é somente uma questão física. É muito mais do que isso, porque está em causa o acesso de pessoas às infraestruturas e aos equipamentos públicos.”
O Presidente passou em revista o trabalho dos últimos anos, como a menção honrosa da Comissão Europeia no Prémio Cidade Acessível 2017, a disponibilização de modernos trepadores para subir ao palco e ao Salão Nobre do Teatro, e ainda a definição de lugares para cadeiras de rodas, espaços para invisuais e acompanhantes, e casas de banho adaptadas, entre outros. “Tudo tem sido feito para que nos possamos adaptar às pessoas com mobilidade reduzida.“
Paulo Cafôfo considerou, de seguida, que “a acessibilidade vai, ainda assim, além deste aspecto, porque também é uma questão de democratização do acesso à cultura, uma vez que há quem não tenha capacidade financeira para poder usufruir de bens culturais. A nossa cultura tem de pertencer a todos e o facto de termos, hoje, museus gratuitos e espectáculos gratuitos, que são financiados ou produzidos pela própria CMF, é também uma forma de proporcionar acessibilidade à cultura e tem contribuído para fazer este caminho.”
O Presidente acrescentou que “a cultura é uma forma da dinamização da economia local e do turismo. Há um nicho muito interessante de turistas que procuram cidades acessíveis, mas também para serem consumidores de cultura, e para isso, temos de fazer a nossa parte. Esta adaptabilidade é fundamental, pois dizemos, e bem, que somos hospitaleiros, mas ser hospitaleiro não é só ser atencioso e receber bem, é também esta visão de desenvolvimento local.”
“É por isso que a Câmara tem investido numa cidade para todos, para quem reside e para quem nos visita, sendo certo que, quando uma cidade é acolhedora, é para todos. Aqueles que aqui vivem, são os primeiros a usufruir dessa acessibilidade, e se cuidarmos das pessoas de cá, estaremos a cuidar das pessoas de lá”, concluiu.
