O treinador do Nacional admitiu hoje que o Nacional não atravessa o seu melhor momento mas continua com o desejo de estar à frente da equipa.

“Esta derrota explica-se pela grande qualidade do Braga, do seu treinador e jogadores, e pelo momento menos bom que nós atravessamos que nos retira alguma tranquilidade e confiança, mas os jogadores continuam a ser os mesmos em quem acreditámos no início da época, que tinham índices muito bons até determinada altura”, adiantou Costinha no final do encontro com o Sporting de Braga onde os alvinegros foram goleados por 5-0.

“Sem essa confiança, entra o primeiro golo, mais um e outro e a equipa adversária cresce. O primeiro lance da partida deixou a equipa logo intranquila e a primeira parte foi um descalabro muito bem aproveitado pelo Braga.

Na segunda parte, tentámos melhorar, demos um pouco mais, mas não conseguimos.

[Pior defesa, números preocupam e pondera mudar?] Não vamos abdicar de tudo que fizemos, seria sinal de que não valia de nada, precisamos de ser mais objetivos, perceber o momento, ser mais práticos e ter mais agressividade, só assim se pode inverter o rumo”, acrescentou o técnico fazendo uma análise ao encontro de hoje.

Quanto a poder ter o seu lugar em risco: O meu lugar está em risco desde que comecei a época, o treinador tem que saber conviver com isso. Tenho a acrescentar o meu compromisso com o clube, caso não seja esse o desejo dos responsáveis, só têm que falar comigo. Continuo com o desejo de continuar a cumprir esse compromisso, sei que não é fácil porque, como é óbvio, todos querem vitórias, mas não sou o Costinha diferente do ano passado, que fez coisas boas pelo Nacional [campeão da II Liga]. Temos que remediar coisas, tenho presente o que é necessário e tenho a convicção e a confiança necessária para continuar, embora admita que seja difícil, mas atirar a toalha ao chão não me é possível fazer”, concluiu.