O ministro das Finanças foi questionado, por Sara Madruga da Costa, sobre as verbas destinadas ao novo hospital da Madeira, inscritas na proposta de Orçamento de Estado para 2019 que está a ser discutida na Assembleia da República.

A deputada do PSD-M acusou Mário Centeno e o Governo da República de faltar à palavra dada aos madeirenses de pagara 50% da obra e equipamento do novo hospital. Sara Madruga também acusou Centeno de prejudicar os madeirenses com as taxas de juro impostas para o empréstimo contraído pela Região ao abrigo do PAEF.

Na resposta, o ministro das Finanças perguntou se a deputada considera os 96,5 milhões de euros que Lisboa pretende pagar pela sua parte do novo hospital algo “sem significado” e sublinhou que essa é a “solidariedade” da República “com o Serviço Regional de Saúde da Madeira”.

Recorde-se que o governo de António Costa chegou a admitir que a comparticipação seria de 132 milhões de euros mas, numa resolução do conselho de ministros, apenas foram inscritos 96,5 milhões que correspondem a 27% do custo total da obra. O Estado ainda irá cobrar IVA sobre a obra, cerca de 50 milhões de euros, dos quais a Região apenas recupera 2,5%. Tudo somado, segundo o PSD-M - sem contar com o facto de a Madeira pagara as expropriações e o projecto -, a República apenas contribuirá com 13%.

Sobre os juros da dívida, Centeno garantiu que tinha proposto ao Governo Regional que a Madeira pagasse a média anual dos juros da dívida pública portuguesa e que o executivo de Albuquerque “recusou”. O ministro acusou o PSD-M de fazer contas “para enganar”.