Victor Costa “foi o expoente máximo desta segunda metade do século XX, no que diz respeito à música portuguesa, disse Vítor Sardinha, lamentando a morte do músico esta manhã. “O primeiro tenor de grande importância foi o madeirense Nuno Lomelino Silva, que faleceu em 1967. Foi quando o segundo tenor mais importante português de carreira internacional se destacou pela Europa fora, o Victor Costa”.

O professor e investigador destaca a basta obra deixada por Victor Costa em diversas áreas. Destacou-se em óperas, oratórias, a solo, na Alemanha, Suíça, Espanha, Itália, Israel, antes de ser conhecido como compositor do hino da Região, que aconteceria muito mais tarde. “Tem uma obra fantástica a todos os níveis, obra instrumental, obra vocal e instrumental e obra vocal. Ele faz os géneros todos. Tem de tudo, tem concertos, tem sinfonias, tem canções tem árias, tem missas. E tem uma obra assinalável, toda ela devidamente registada, muita dela editada. É uma notícia triste, de facto”.

Para Vítor Sardinha, o importante agora é prestar homenagem ao maestro e sobretudo salvaguardar o seu espólio. “Acautelar devidamente o seu espólio, o seu vasto reportório musical para ser estudado e tocado em concerto, não se mandar logo as coisas todas para um arquivo e nunca mais ninguém ver”, defendeu. “O espólio do mestre Victor Costa tem de ser estudado, tem de ser investigado e tem de ser separado por diferentes áreas da música, sobretudo para ser tocado, para ser gravado, para ser ensinado e a parte de guardar para a posteridade deve vir depois”.

João Victor Costa faleceu aos 79 anos. Era natural do Estreito de Câmara de Lobos.