Teresa Brazão, directora Regional da Cultura, acredita que com a sua partida de Victor Costa, “a música da Madeira fica, inequivocamente, mais pobre”.
Numa declaração enviada à comunicação social, Teresa Brazão lembra que “numa altura em que era muito difícil fazer uma carreira internacional, o Maestro Victor Costa fê-lo devido às suas qualidades e técnica vocal”.
“Esteve na Alemanha como bolseiro da Gulbenkian, tendo depois actuado em vários países. Em termos mundiais, a sua carreira destaca-se com ênfase para a ópera mas também no lied e até na canção ligeira. Já na Madeira e enquanto Professor e Compositor, foi fundador de diversos grupos corais espalhados pela ilha, incentivando assim muitas pessoas à prática coralistica. Como compositor, o Maestro Victor Costa destacou-se na música sacra, para além dos hinos e, muito particularmente, o hino da Região. O seu papel foi de extrema importância a nível internacional mas teve, também, grande influência e impacto na ilha. Nos últimos anos, a sua acção, assente na dinamização da prática da música coral, foi essencial para a generalização do gosto e da prática musical na Madeira”, refere.
