A Polícia Judiciária (PJ) está a investigar um crime que pode configurar tentativa de homicídio e que teve como móbil um ajuste de contas num quadro de tráfico de estupefacientes. Tudo por causa de 10 euros em droga.
Em causa está uma agressão à facada que foi relatada pelo DIÁRIO. Ocorreu na madrugada do passado dia 11 de Outubro, no Caminho das Fontes, na Quinta Grande, e que vitimou um homem de 36 anos, encontrado ensanguentado com um golpe no peito.
O que entretanto se apurou é que a agressão surgiu num contexto de ajuste de contas. Segundo apurámos, o agressor, um homem de 32 anos, tinha adiantado 10 euros por uma quantidade de haxixe cuja entrega nunca se efectivou.
Cansado de esperar, o pretenso comprador foi à casa do alegado traficante para exigir a devolução do dinheiro ou a entrega da droga combinada. Os dois indivíduos envolveram-se numa acesa discussão que passou a troca de acusações e ameaças de morte.
O reclamante estava munido de uma arma branca com a qual desferiu um golpe no peito do outro, resultando-lhe num ferimento profundo com perfuração do pulmão.
O homem de 36 anos foi socorrido pelos Bombeiros Voluntários de Câmara de Lobos que estancaram a hemorragia e o encaminharam para o serviço de urgência do Hospital Dr. Nélio Mendonça.
Foi submetido a uma intervenção cirúrgica de urgência e ficou internado no serviço de cirurgia cardio-torácica durante três dias a efectuar a drenagem no pulmão atingido, vindo depois a receber alta hospitalar.
Quando a PSP chegou ao local, já o suspeito se tinha colocado em fuga. Entretanto, já foi identificado, mas a arma do crime estava por localizar.
O facto de a agressão ter sido efectuada com um objecto contundente que atingiu a vítima num órgão vital chegando a colocar a vida em risco, o inquérito foi remetido para o Departamento de Investigação Criminal da Polícia Judiciária do Funchal, que tem a competência de investigação de crimes desta natureza.
O processo segue os seus trâmites sob a alçada do Departamento de Investigação e Acção Penal. O arguido pode vir a responder pela prática do crime de ofensas corporais graves ou, caso entenda o procurador do Ministério Público, um crime homicídio sob a forma tentada.

