Convicto que “as evidências são mais que óbvias”, o presidente do Governo Regional acusou, já esta tarde, a TAP de querer tirar partido do subsídio de mobilidade.

“O que a TAP tem de fazer é não se aproveitar da circunstância de nós termos o subsídio de mobilidade para se financiar através das viagens para a Madeira prejudicando a Região, os madeirenses e o turismo”, reagiu Miguel Albuquerque, ao ser questionado sobre a Comissão Eventual de Inquérito à TAP que está a decorrer na Assembleia Legislativa da Madeira.

À margem de um acto oficial realizado na Ribeira Brava, o líder madeirense voltou a dizer que “a liberalização não tem nada a ver com a política de preços, que são escandalosos na TAP”, insistindo que os preços praticados pela TAP na rota da Madeira são os mais caros da Europa por milha. O resto “é mais do mesmo”, ou seja, “é tudo conversa”, disse.

Embora admitindo que “a responsabilidade primeira não é do senhor Antonaldo”, Albuquerque exige “uma explicação ao cancelamento dos voos desde Janeiro, que é um prejuízo avultadíssimo para a Madeira”, acusando ainda a TAP de promover “outros destinos em desfavor da Madeira”.

Já em relação às expectativas que possam resultar desta comissão de inquérito, Albuquerque apontou para Lisboa.

“A expectativa tem que ser dada por quem manda na TAP”, e neste caso “quem tem o peso do capital da TAP é o Estado”, acentuou. Que é quem “tem de fazer pressão” e quem “tem administradores nomeados para isso, incluindo um madeirense”, concretizou.