Não estão a chegar boas notícias de Lisboa à Quinta Vigia. Tudo por causa do financiamento do novo hospital, assunto marcante dos últimos dias e que hoje voltou a estar em destaque na reunião de trabalho que levou o vice-presidente do Governo Regional ao Ministério das Finanças.
A Madeira esperava 161 milhões de euros. A República só disponibliza 96,5 milhões. Um valor que mantém depois de toda a contestação. Pelo que ouviu já hoje de Pedro Calado, e face ao que António Costa prometeu de viva voz em Maio passado, Miguel Albuquerque confidencia ao DIÁRIO estar perante “uma vigarice” e pede que todos os madeirenses tomem posição.
No dia em que é conhecida a proposta de Orçamento para 2019 que prevê que a receita obtida com imposto sobre as bebidas não alcoólicas seja destinada à sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde e dos serviços regionais de saúde da Madeira e dos Açores e que tenha ficado assente o investimento em cinco novos hospitais, entre os quais o da Madeira, Albuquerque não se conforma.
O Presidente do Governo pede aos madeirenses para terem memória. Remete para tudo o que se passou a 21 de Maio.
E o que se passou então?
Depois de mais de duas horas e meia reunidos, na Quinta Vigia, foi o presidente do Governo Regional a anunciar que o futuro hospital da Madeira “ficou consubstanciado” com a República a assegurar “50% do valor da construção e dos equipamentos”.
Na altura, Miguel Albuquerque adiantou que o concurso internacional para a sua construção será lançado ainda este ano, já depois do Verão.
O primeiro-ministro confirmou que apoiaria metade dos 314 milhões de euros que constam no cronograma. Prometeu disponibilizar verbas já a partir do próximo Orçamento de Estado, mas lembrou que ainda falta que o projecto do novo hospital seja classificado como de interesse comum. Esclareceu ainda que de fora desta repartição de custos ficam os encargos com as expropriações.
“Confinamos aquilo que já tínhamos anteriormente acordado”, salientou António Costa, sublinhando que “é fundamental trabalharmos em conjunto para que este projecto possa ser classificado pela entidade competente como projecto de interesse comum”.
Vincou de resto que o compromisso assumido não é mais do que “fazer aquilo que é correcto do ponto de vista político fazer, que é pagar em 50% as despesas com a construção e com os equipamentos do hospital”, disse.
