Daniel Ramos apresentou-se na conferência de imprensa após a partida frente ao Boavista nada satisfeito com a actuação do VAR.

“Tivemos um entrada muito boa, uma primeira parte bem conseguida e 60 minutos bem conseguidos. Neutralizamos o Boavista.

Fizemos 1-0 e tivemos possibilidade de fazer o 2-0 e acabámos por sofrer um golo de um lance (grande penalidade) que não devia ter contado, como é evidente. Tive a clara perceção disso logo.

Não sei se é penálti, acreditei nos meus jogadores, mas não me pareceu nada penálti. Dou essa dúvida ao árbitro. O que não aceitamos é não ter sido utilizada uma ferramenta muito boa, que não está ser utilizada devidamente ou, antes, em todo o seu potencial.

Se acontecem situações difíceis no jogo, o vídeo-árbitro pode ser uma boa ferramenta e as equipas de arbitragem têm de assumir mais o que vai acontecendo no jogo.

Quando vemos incorrecções como as de hoje, e não digo só no juízo do penálti, digo também na recarga, porque vejo o Mateus a correr e tenho a noção perfeita de que ele. Quando o colega bateu o penálti, já está em cima da linha da grande área pelo corredor central, beneficiando de uma posição privilegiada para o remate e fazendo o golo. O lance devia ter sido anulado logo, com a ajuda do vídeo-árbitro, claro.

Alertei o quarto árbitro, ele disse que está a ser analisado e o certo é que foi golo. Daí estar triste, por nos sentirmos impotentes, porque o futebol não devia continuar assim.

A primeira parte deveria ter terminado de outra forma, com o Marítimo em vantagem, e permitiu que o Boavista voltasse motivado para a segunda parte, porque acabou por empatar quando não tinha feito nada para isso.

O que fazer? Há que tomar decisões para que os erros sejam reduzidos”.