A vereadora com o pelouro do ambiente na Câmara Municipal do Funchal, Idalina Perestrelo, não respondeu à convocatória da Comissão de Saúde e Assuntos Sociais do parlamento regional, para uma audição sobre a tragédia do Monte. Um facto que foi comunicado aos deputados por João Paulo Marques (PSD) que informou que o comandante dos Bombeiros Sapadores do Funchal, José Minas, manifestou toda a disponibilidade para ir ao parlamento e sugeriu o dia 12 de Fevereiro, às 9h00.

Uma diferença de comportamento que foi destacada pelos deputados, com João Paulo Marques a estranhar que os argumentos que serviram para Paulo Cafôfo, presidente da CMF, se recusar a ir ao parlamento não tenham sido utilizado pelo comandante dos bombeiros.

Em relação à ausência de qualquer resposta de Idalina Perestrelo, o deputado do PSD regista a “imensa surpresa e lamento”. “A Câmara Municipal do Funchal parece que lida muito mal com a democracia, mas não vamos aceitar este bloqueio democrático”, afirma.

A tragédia do Monte acontece a 15 de Agosto do ano passado quando um carvalho caiu, no Largo da Fonte, matando 13 pessoas e ferindo mais de 50. Paulo Cafôfo e Idalina Perestrelo já foram constituídos arguidos no processo que decorre nos tribunais.