Não conhecendo o Sr. António Freitas, nem sabendo se é militante do PSD, reconheço-lhe alguma pertinência na sua carta de leitor.
Efetivamente faz-me confusão como é que ninguém ainda colocou o “sócio” no seu lugar. Aquele que nestes anos todos se encheu à custa do PSD e que agora abre a boca com soundbites, pensando que alguém acredita que a dita criatura, com os milhões que sugou através do erário público e dos seus contactos privilegiados no poder de então, está mesmo preocupado com os madeirenses.
Mas mais interessante é ver agora o aprendiz de feiticeiro a se lançar contra a vereação do PSD na Câmara do Funchal, só porque não lhe fizeram a vontade de aprovar um projeto para uma explanada no Funchal, que iria interferir com um edifício emblemático como é o Teatro do Funchal.
O tal “testa de ferro” do sócio, que durante anos foi empregado do PSD e até há um ano e meio recebia ordenado, sem trabalhar, como funcionário do Instituto de Emprego (mesmo apresentando lucros fabulosos nas suas empresas), resolveu levantar a garimpa com o alto patrocínio do sócio.
Gente desta estirpe não faz falta ao PSD. Até faziam um favor se entregassem o seu cartão de militante. É que a renovação também deveria servir para limpar e denunciar esta gente. As tais “lapas” que se colam enquanto convém. Por mim estavam dispensados. Não acrescentam nada. Pelo contrário. Só nos subtraem votos. Mas como vivemos em democracia, e o meu partido, finalmente, respira um clima de liberdade de expressão, todos têm direito à palavra, mesmo aqueles que dela só fazem uso quando os seus interesses pessoais e financeiros são beliscados.
Manuel Fernandes Sousa