Depois de ter feito o percurso entre o Paul da Serra e o Porto Moniz em bicicleta, a meio da manhã, o médico ortopedista António Figueiredo, do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, chegou ao Hospital Dr. Nélio Mendonça a pedalar, assinalando desta forma o início da ‘Volta aos Serviços de Ortopedia...em bicicleta’, no âmbito da campanha ‘Articule-se’, da Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia.

“O objectivo é visitar, de bicicleta, os serviços de ortopedia portugueses”, dando assim expressão à campanha que tem por objectivo “chamar a atenção das pessoas para a necessidade de fazermos movimento”, destacou o cirurgião ortopédico, que em Maio último fez em ‘duas rodas’ o percurso entre a Praça de São Pedro, em Roma, e o Santuário de Fátima.

Nesta volta que passa por Ponta Delgada, nos Açores, na próxima 2ª feira, seguindo depois para o continente, começando em Viana do Castelo a 9 para terminar em Coimbra, a 26, dia de abertura do 37.º Congresso Nacional de Ortopedia, António Figueiredo procura chamar a atenção para a mais-valia da bicicleta, “um óptimo meio de fazer exercício” porque “tem a vantagem da maior parte do peso do corpo ir assente no selim e as nossas articulações de carga, nomeadamente as ancas e os joelhos não irem sujeitos a tanta carga. É ideal para quem tem problemas articulares e para quem tem próteses de anca e do joelho”, destacou o médico/ciclista.

Habituado a deslocar-se para o seu hospital de bicicleta, reconheceu que “a Madeira é um bocadinho dura para ciclismo, porque tem muita subida”. Ressalva contudo que os desníveis orográficos já não são desculpa com o surgimento das bicicletas eléctricas.

“A chegada da tracção eléctrica à bicicleta vai ser uma revolução porque vai fazer com que a bicicleta fique acessível ao maior número de pessoas e fazer com que cidades, zonas ou regiões com orografia difícil para andar de bicicleta deixe de o ser, como é o caso da Madeira”, destaca.

Feliz por pedalar “nesta terra maravilhosa” que disse ser “uma pérola”, o ortopedista de 56 anos garante que mesmo nas subidas acentuadas, como a Encumeada, “com uma bicicleta eléctrica fazia ‘com uma perna’ às costas e não deixava de fazer movimento”, lembrou.

Pedro Ramos, secretário regional da Saúde, e Tomásia Alves, da administração do SESARAM, marcaram presença na recepção do ilustre ciclista.