Pelo menos 42 pessoas morreram no Estado de Morelos, no México, depois do sismo de 7,1 na escala de Richter com epicentro localizado nesta zona central, afirmou o governador local.

A estes juntam-se dois outros mortos confirmados na Cidade do México.

As estações televisivas mexicanas estão a mostrar imagens de vários edifícios que a colapsar, com o presidente da autarquia da Cidade do México, Miguel Angel Mancera, a afirmar que existe a confirmação de pessoas presas no interior dos edifícios que colapsaram.

O autarca afirmou à mesma estação televisiva que mais de 20 infraestruturas, incluindo edifícios e viadutos, colapsaram ou sofreram sérios danos, em vários Estados mexicanos.

O fenómeno provocou danos graves em edifícios que ficaram com as fachadas destruídas e as ruas preenchidas com destroços, segundo agências internacionais. Segundo a Efe, o sismo provocou também cortes na eletricidade e nos serviços telefónicos, não tendo sido registadas vítimas até ao momento.

O aeroporto internacional da Cidade do México já anunciou, nas redes sociais, que suspendeu as operações devido ao sismo, com o pessoal do aeroporto a verificar se a infraestrutura sofreu alguns danos estruturais.

O governador de Puebla, Tony Gali, afirmou que também existem danos em edifícios na cidade de Cholula, incluído uma igreja.

O coordenador da proteção civil do México, Luis Felipe Puente, escreveu na rede social Twitter que milhares de pessoas fugiram de edifícios de escritórios ao longo da avenida central Reforma à medida que os alarmes disparavam e o trânsito parou junto monumento do Anjo da Independência.

Em Morelos, perto do epicentro, também há registo de graves danos e o governador, Graco Ramirez, anunciou a ativação de serviços de emergência.

Este sismo acontece no dia em que se completam 32 anos desde que um poderoso terramoto deixou milhares de mortes na Cidade do México.

Os cidadãos saíram à rua duas horas antes do sismo de hoje para um simulacro que marcava esse terramoto de 1985.