Pelo que me é dado a perceber, esta escolha é baseada em critérios pouco claros em alguns casos, noutros com o intuito de passar a imagem de um candidato bem apresentado, de preferência popular, fotogénico e que fale muito bem, pois neste mundo atual, pleno de imediatismo parece que a imagem vale mais do que tudo o resto! Há casos em que não dão relevância ao facto de terem ou não as competências adequadas...
Ora, de que nos serve ter um candidato bonitinho se não tiver caráter e se na hora da luta, ele vira a cara ou agacha-se a outros interesses que não os de defesa da sua terra?!
De que nos serve ter um candidato que sabe falar muito bem e é popular, se a sua vida não for regida por valores morais e na hora da verdade não souber fazer ouvir a sua voz, nem der a mínima importância ao povo que o elegeu?!
De que nos serve um candidato que afirma solenemente que ama a sua terra, se nada faz por ela, se apenas se serve dela e do seu povo?! Será o amor pela terra um amor extemporâneo/ocasional que só se manifesta durante a campanha eleitoral?!
Cada vez mais, a política assemelha-se a um jogo sórdido, no qual só ganha aquele que conseguir desrespeitar as regras mais elementares da ética, aquele que for mais ardiloso, mais traiçoeiro, aquele que conseguir vender a sua imagem em troca de votos!
E tudo serve para comprar votos! São: as guerrinhas pessoais; as promessas sem cabimento e sem base orçamental; as dádivas generosas na época de campanha; as ameaças sorrateiras; os falsos empenhos em resolver situações problemáticas de médios/ grandes grupos sociais; é a integração nas listas de elementos de famílias numerosas; é a denúncia do que está mal feito ou por fazer; é a identificação de problemas que já são sobejamente conhecidos; é o aproveitamento político de situações...
Mas, por vezes, no meio de todo este alvoroço e conflitualidade, ocorrem ótimas surpresas e lá surge um ou outro candidato que marca a diferença! Se tivermos sorte, podemos descobrir algum candidato que, apesar de não ser um político partidário na verdadeira aceção dessa expressão, surge como uma lufada de ar fresco no panorama eleitoral, alguém que mesmo não sendo polido politicamente falando, está disposto a sair da sua zona de conforto para servir abnegadamente a sua terra! Alguém que se candidata não porque precisa de protagonismo para enaltecer o seu ego, não para exercer poder sobre os demais, não porque quer enriquecer à custa dos contribuintes! Alguém que se candidata porque ama a sua terra visceralmente e quer lutar por ela, com determinação e coragem!
No entanto, esses candidatos são como joias raras e são muito difíceis de encontrar!
Se os descobrirdes, não os deixeis escapar!
E agora podeis perguntar como se deteta esse amor verdadeiro e essa vontade altruísta de lutar?!
Cabe a cada um de nós responder a esta questão... Basta estarmos atentos...
Margarida Vasconcelos