Em 2016, a criminalidade na Região tinha baixado 4,6%, em relação ao ano anterior mas, no primeiro semestre deste ano, subiu 5,%. Uma tendência que a superintendente Madalena Amaral quer contrariar.
Os números foram referidos na cerimónia comemorativa dos 139 anos do Comando Regional da Polícia de Segurança Pública que contou com a presença da ministra da Administração Interna e do director nacional da PSP.
Madalena Amaral recordou que a PSP, que está a comemorar 150 anos da sua criação ao nível nacional, tem garantido, na região, um nível operacional elevado e contribuído para a imagem e garantia de segurança de um destino turístico sempre em crescimento.
A comandante da PSP na Madeira começou por reivindicar, para os seus subordinados, “garantias sociais” equivalentes às de todos os outros trabalhadores e não deixou de referir que as dívidas dos sub-sistemas de saúde à Região, não são da responsabilidade da polícia e que só podem ser resolvidas a um nível superior.
A melhoria das instalações continua a ser uma necessidade para a PSP na Madeira, mas a superintendente destacou o facto de ter sido possível, com a colaboração do juiz presidente da comarca e do ministério da Justiça, resolver os problemas de instalações, em Santa Cruz e na Ponta do Sol e, com o apoio da autarquia, está a ser resolvida a situação a esquadra de Machico.
Madalena Amaral agradeceu a colaboração das autarquias e do governo regional, sem a qual seria difícil garantir o nível do serviço prestado.
Por resolver está a situação o PSP no Porto Santo, mas a ministra da Administração Interna, na intervenção de encerrou a cerimónia, admitiu que a lei de programação e infra-estruturas que prevê verbas globais de 454 milhões de euros, deverá incluir obras de esquadras que, no caso do Porto Santo, poderá ser a adaptação de edifícios ou uma unidade nova de raiz.
A comandante da PSP na Madeira fez um balanço às acções desenvolvidas e lembrou que a criminalidade, no primeiro semestre deste ano, registou um aumento significativo.
Nos primeiros seis meses do ano, a PSP realizou 968 operações e registou 432 detenções, das quais 276 foram devido a condução sob efeito de álcool.
Os acidentes de viação registados foram 1326 que provocaram cinco mortos, 91 feridos graves e 392 ligeiros.
Uma acção permanente da PSP que exige mais meios. “Somos cada vez menos para fazer o que de muito a sociedade espera de nós”, concluiu Madalena Amaral.
O reforço de meios para a PSP foi referido por Luís Farinha, director nacional e reforçado por Constança Urbano de Sousa que lembrou que, ontem, foi autorizado um curso para 400 novos agentes da PSP.
Depois das intervenções, forma impostas condecorações a polícias, por antiguidade e serviço exemplar. De destacar o Prémio de Segurança Pública atribuído a quatro elementos da PSP da Madeira que, durante os incêndios de Agosto do ano passado, conseguiram evacuar cerca de três dezenas de pessoas, do Curral dos Romeiros, quando a zona se encontrava cercada pelas chamas.





