Portugal inicia no domingo a caminhada no Mundial de hóquei em patins, em Nanjing, na China, e a sua candidatura ao título é posta à prova logo no primeiro jogo, frente à campeã Argentina.

A 43.ª edição do campeonato do mundo, que se prolonga até 09 de Setembro, está inserida na primeira edição dos ‘Roller Games’, que integram também campeonatos de patinagem de velocidade, patinagem artística, hóquei em linha e skate.

Estes jogos encerram precisamente com o Mundial sénior masculino, no qual Portugal, campeão europeu, se apresenta com a ambição de conquistar o título, ganho pela última vez em 2003, em Oliveira de Azeméis.

No arranque do Grupo A, Portugal tem pela frente a equipa que em 2015, em França, quebrou a hegemonia da Espanha, negando-lhe um sexto título consecutivo, com uma vitória por 6-1 na final. Antes disso já havia eliminado Portugal nas ‘meias’ com um triunfo por 5-2.

Apesar do grau de dificuldade do primeiro encontro frente à Argentina, que conta com dois jogadores a jogar em Portugal -- Carlos Nicolia (Benfica) e Reinaldo Garcia (FC Porto) - o seleccionador português, Luís Sénica, define como meta o título Mundial, depois de quatro terceiros lugares sucessivos.

Para o técnico, Portugal e Argentina estão ao mesmo nível, e a Itália num patamar muito próximo, enquanto a França está ligeiramente a abaixo, num grupo que Luís Sénica considera muito equilibrado.

Depois da Argentina, os hoquistas lusos enfrentam os transalpinos na segunda-feira e fecham a primeira fase na terça, frente aos gauleses.

No grupo B, a Espanha tem uma tarefa teoricamente mais fácil, e é amplamente favorita perante as selecções de Moçambique, Alemanha e Chile, pelo que terminar no primeiro lugar será uma formalidade.

A equipa espanhola inicia a competição frente aos alemães, seguindo-se chilenos e moçambicanos.

Num novo formato competitivo, os três primeiros de cada grupo qualificam-se para os quartos de final, nos quais as duas equipas vencedoras dos grupos da Taça FIRS, prova que decorre em paralelo e que junta as oito equipas situadas no ‘ranking’ entre 9.º e 16.º.

Os dois últimos classificados dos grupos do Mundial são relegados para os quartos de final da Taça FIRS, que apresenta as selecções de Macau, Colômbia, Áustria e África do Sul, no Grupo A), e Angola, Holanda, Estados Unidos e Egipto, no Grupo B.