
O secretário-geral da ONU, António Guterres, apelou hoje para a contenção das forças de segurança da Birmânia em relação aos rohingyas, a minoria muçulmana do país.
“O secretário-geral está muito preocupado com informações sobre excessos cometidos durante as operações realizadas pelas forças de segurança birmanesas no Estado de Rakhin e apela para a contenção e para a calma, para evitar uma catástrofe humanitária”, declarou um porta-voz.
Os combates que opõem rebeldes muçulmanos rohingyas ao exército no noroeste da Birmânia fizeram pelo menos 400 mortos numa semana e obrigaram dezenas de milhares de pessoas a fugir para o Bangladesh.
Mais de um milhão de rohingyas vive no Estado de Rakhin, onde sofre crescente discriminação desde o surto de violência sectária que provocou, em 2012, pelo menos 160 mortos e deixou perto de 120 mil membros da comunidade confinados em 67 campos de deslocados.
As autoridades birmanesas não reconhecem cidadania aos rohingya -- minoria apátrida considerada pela ONU uma das mais perseguidas do mundo.
