Borlas, engodo e eleições! Estamos a trinta dias das eleições autárquicas; assistimos a coisas diria de loucos, própria de gente desesperada. Governar por impulso e em função dos efeitos nefastos dos eventos, é uma característica do actual líder da autarquia e seu Presidente: tudo em função da promoção da sua imagem, o resto é marketing que compõe o ramalhete e trata “feridas” de uma governação inconsequente. Estamos atentos aos populismos de Cafôfo, onde está o cuidado pela sustentabilidade, foi agora, em época eleitoral colocado no divã, e o ultimo engodo: as bolsas para estudantes universitários de todo o concelho! O Sr. Presidente se percebesse algo “do social”, e se não estivesse, apenas preocupado em “oferecer borlas”, com o dinheiro dos contribuintes, estaria sim preocupado com verdadeiros programas focalizados no promover um grau crescente na sustentabilidade económica de cada família do concelho. É verdade, devemos apoiar e ajudar “TODAS” as famílias, em ganhos crescentes na gestão e administração das suas economias familiares; e aqui a autarquia tem deveres e possui capacidade instalada: mas é preciso conhecer as famílias, a sua realidade e ajudar em conformidade, no mínimo exigindo-se responsabilidades e resultados. Sabe o Sr. Presidente o que é o índice de sustentabilidade económica mínima aceitável de um agregado familiar?...Ele existe e está encontrado um valor “K” no seu município? Sabe Sr. Presidente para apoiar as famílias com o cuidado de se lhes proteger a auto-estima e o mesmo cuidado em não se ferir a sua dignidade; não chega, apenas dar, nem subsídios, nem borlas, nem vouchers, é preciso uma estratégia a longo prazo, e não medidas avulsas, eleitoralistas, pior populistas. A questão fundamental aqui; será de se garantir uma justiça social, equilibrada e equitativa; é que devemos ajudar “TODOS” os que se encontram em dificuldades sociais, e não apenas se preocupar em dar borlas aos “mesmos de sempre”, excluindo alguns que precisam também; que contribuíram até um dia, que por razões que não interessa; deixaram de o fazer; e os excluímos por que têm dividas à segurança social; ou porque têm “património hipotecado”; o qual, na verdade, ainda não é seu, pagam empréstimos bancários, que dificultam a estes agregados familiares, assumirem os gastos com a educação dos filhos: aqui sim a autarquia pode ter um papel fundamental e até propedêutico, provisório, num contexto de protecção do indivíduo e da família. Mas sim é mais fácil prometer borlas; algumas que não lhe dizem respeito assumir, usar o Orçamento Municipal para tal, deverá passar por uma intervenção mais exaustiva e rigorosa, assim como uma monitorização cruzada que permita aferir o programa; mas parece que “o avulso” está na moda, no que concerne a apoios sociais, porque fazer caridade, não resolve o problema da pobreza, e da sua erradicação.

José Edgar Marques da Silva