No aniversário dos incêndios que assolaram a Madeira em 2016, em particular o concelho do Funchal, O PDR-Madeira não quer deixar passar a ocasião sem recordar “todos os madeirenses e famílias, que nesses dias viram o trabalho de uma vida destruído”. “É com muita mágoa que vejo o aproveitamento político que se faz em torno desta questão que destruiu a vida de muitos madeirenses, naqueles fatídicos dias de agosto. Muitos retomaram aos poucos as suas rotinas, mas não sararam as feridas”, diz em comunicado o líder do PDR-Madeira, Filipe Rebelo, que acusa alguns partidos de usarem sistematicamente a desgraça dos cidadãos para tentar tirar alguns proveitos eleitorais.

Neste contexto afirma que “já muito foi feito, por todas as entidades, mas muito tem de ser feito, para proteger cada vez mais a vida dos nossos cidadãos e os seus bens. Nós, os partidos políticos, quer tenhamos responsabilidades governativas ou não nos diversos órgãos temos de dar o nosso contributo construtivo, e não andar a dizer quem fez ou faz mais até que aconteça nova desgraça”.

O líder do PDR-Madeira refere ainda que “é tempo de reconstruir, de pensar e preparar a Madeira para que não tenhamos ocorrências da forma que tivemos nos últimos sete anos”. Filipe Rebelo recorda as catástrofes que aconteceram em 2010, 2012 e 2016, quer com as aluviões quer com os fogos, que deixaram um rasto de destruição na ilha.

“É preciso ideias e trabalho e não guerrilha política que unicamente tem por objectivo a caça ao voto, neste período em que se aproximam umas eleições. É preciso continuar trabalhar, para sarar as feridas daqueles que sofreram e sofrem, ajudar as pessoas a ultrapassar os medos e receios de quem já muito sofreu e viu sofrer familiares e amigos neste último ano”, conclui o comunicado.