O Departamento de Estado norte-americano esclareceu hoje que considera ilegítima a eleição da Assembleia Constituinte na Venezuela.
“Consideramos uma eleição ilegítima e estamos do lado da Assembleia Nacional”, afirmou a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert, numa conferência de imprensa.
Numa audiência no Senado na quarta-feira, o secretário de Estado Adjunto em funções para a América Latina e Caribe, Francisco Palmieri, evitou usar a palavra “ilegítima” para se referir à eleição da Assembleia Constituinte.
Hoje, a porta-voz do Departamento de Estado esclareceu que considera a eleição ilegítima.
Sobre o facto de a empresa responsável pela recontagem de votos, a Smartmatic, ter denunciado que houve “manipulação” dos resultados, a porta-voz disse negou que os Estados Unidos estejam em contacto com a empresa.
Convocada a 01 de maio pelo Presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, a eleição da Assembleia Constituinte decorreu no domingo passado sob uma forte vigilância militar.
Maduro convocou a eleição com o principal objetivo de alterar a Constituição em vigor, nomeadamente os aspetos relacionados com as garantias de defesa e segurança da nação, entre outros pontos.
O escrutínio de domingo, fortemente contestado e boicotado pela oposição venezuelana, ficou marcado por violentos confrontos entre os opositores de Maduro e as forças de segurança venezuelanas em várias cidades, incluindo na capital Caracas, que fizeram 10 mortos.
A oposição venezuelana acusa o Presidente de pretender usar a reforma para instaurar no país um regime cubano e perseguir, deter e calar as vozes dissidentes. E afirma que o escrutínio de domingo é um caminho para prolongar o poder de Maduro, cujo mandato termina em 2019.
