Depois de alguns dos retrocessos dos últimos dias, os trabalhos de peritagem no Largo da Fonte chegaram, finalmente, ao final, esta sexta-feira. E a análise do perito concluiu que, para salvaguardar a segurança, o carvalho-alvarinho deve ser retirado do Monte, avança o Ministério Público em comunicado: “Na sequência da análise efectuada, o perito transmitiu ao Ministério Público e à Polícia Judiciária, que coadjuva o MP neste inquérito, que, por razões de segurança, a árvore deveria ser removida do local”.

De acordo com a nota do Ministério Público a Câmara Municipal do Funchal já está ao corrente das conclusões dos trabalhos: “Esse entendimento foi, de imediato, transmitido pela investigação à Câmara Municipal do Funchal, numa reunião que decorreu esta tarde”.

Mas apesar da recolha de provas já estar completa, o MP decidiu manter o Largo da Fonte vigiado pela PSP até ao final do dia de Sábado: “Para que a autarquia, querendo, possa proceder a essa mesma remoção sem a presença de estranhos aos trabalhos”, salvaguarda o MP. Ao final da tarde o Largo da Fonte será libertado: “Findo esse período, serão levantadas todas as restrições de acesso.”

“No âmbito do inquérito onde se investigam as circunstâncias da queda de uma árvore no Funchal que causou mais de uma dezena de vítimas mortais e cerca de cinco dezenas de feridos, ficaram concluídos os trabalhos complementares de peritagem iniciados esta quinta-feira” lê-se ainda na mesma nota.

Recorde-se que o Ministério Público começou, esta quarta-feira, os trabalhos de peritagem ao carvalho-alvarinho que na semana passada causou a morte a 13 pessoas e deixou dezenas de feridos, no Monte. Depois de revogar a permissão de vistoria concedida à Câmara Municipal do Funchal na semana passada, o MP retomou os trabalhos de investigação no local, mas com especialistas nomeados internamente: “Esses trabalhos foram levados a cabo por um cientista da UTAD (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro), com especiais conhecimentos na área da fitossanidade e segurança de árvores, seleccionado e nomeado perito para o efeito pelo Ministério Público”, lia-se na nota informativa da Procuradoria da Comarca da Madeira, lançada na última quarta-feira.