‘Cidade e arquitetura’ é o título da exposição que estará patente ao público entre 10 de Julho e 10 de Agosto na sede da delegação regional da Ordem dos Arquitectos, na Rua dos Netos n.º 24. Uma tertúlia, a decorrer no mesmo local, na próxima segunda-feira, pelas 15h00, marca o arranque da iniciativa. Prevê-se a presença do presidente da Câmara Municipal do Funchal, Paulo Cafôfo, do presidente da Fundação da Juventude, Ricardo Carvalho, da arquitecta e autora do trabalho ‘Primeiras Habitações de Renda Económica: Funchal 1935/70’, Carolina Sumares, e de um representante da delegação da Madeira da Ordem dos Arquitectos.
A organização descreve que a exposição contempla trabalhos de 11 arquitectos que através de 10 projectos de investigação dão a conhecer o património arquitectónico do séc.XX e em particular a história dos primeiros bairros de habitações de renda económica do Funchal - bairro de São Gonçalo (1939), bairro dos Viveiros (1946) e bairro de Santa Maria (1940).
Com enfoque no Património Arquitetónico das Cidades Portuguesas no Séc. XX, entre 1910-1974, a exposição “Cidade e Arquitetura” contempla os melhores trabalhos de investigação desenvolvidos no âmbito da 2.ª edição do Programa de Bolsas de Investigação para jovens arquitectos. Da autoria da arquitecta Carolina Sumares, o projecto desenvolvido no Funchal explora os primeiros bairros sociais de iniciativa pública, construídos em Portugal ao abrigo do programa de casas económicas lançado em 1933 pelo Estado. “Foram construídos vários bairros no âmbito deste programa em todo o país, nomeadamente Lisboa, Porto, Braga e também no Funchal. Tendo por orientação o Plano de Ventura Terra de 1915 e o Plano de Urbanização do Funchal de 1931-33, Fernão Ornelas pôs em prática as políticas do Estado Novo no Funchal utilizando a habitação social como elemento chave de uma política construtiva com carácter social. Os primeiros bairros a serem construídos no Funchal foram os de São Gonçalo e de Santa Maria Maior”, explica a autora do projecto, no texto de apresentação da exposição.
Segundo o presidente da Fundação da Juventude, Ricardo Carvalho, “o Programa Nacional de Bolsas de Arquitetura para Jovens Arquitetos não só tem contribuído para o desenho de estratégias de salvaguarda do património e para a criação de condições para a sua divulgação e abertura ao público, como também constitui uma forma da Fundação da Juventude estar cada vez mais presente no compromisso que tem no desenvolvimento e apoio de projectos e programas que visem a integração dos jovens na vida activa e profissional”.
As bolsas atribuídas pela Fundação da Juventude e pela Ordem dos Arquitectos, com o apoio da Fundação Millennium bcp, tiveram como objectivo principal apoiar a realização de trabalhos inéditos de investigação destinados a promover um conhecimento aprofundado sobre o modo como o património arquitectónico do século XX marcou Portugal.

