Hoje era o dia, mas não foi.
Um novo requerimento subscrito pelo deputado Luis Vilhena foi o expediente utilizado pelo partido socialista para adiar a votação na especialidade da proposta de lei da Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira que pretende a criação de um regime de exceção para que todas as famílias afetadas pelos incêndios sejam apoiadas na recuperação das suas casa independentemente dos seus rendimentos.
A referida iniciativa legislativa constava da ordem de trabalhos da Comissão Parlamentar de Ambiente, Ordenamento do Território e Poder Local da Assembleia da República e nada fazia prever um novo adiamento da votação.
No entanto, o simples pedido do PS ditou o adiamento ainda sem data prevista para a votação deste diploma.
A deputada Sara Madruga da Costa acusou os deputados socialistas de criarem expedientes dilatórios para impedir a votação antes das férias de verão “o PS está mais preocupado em adiar a votação sobre a forma de apoio decidida pela Assembleia Legislativa do que em exigir à república o pagamento da verba, como era a sua obrigação, e que apesar de prometida há um ano atrás ainda não chegou à região”.
O PS e os parceiros da geringonça tentam por todas as formas branquear o atraso da república no pagamento dos apoios prometidos à Madeira empurrando a votação do diploma da Assembleia Legislativa para depois das eleições autárquicas.