A Sub-Comissão de Trabalhadores da RTP-M emitiu esta tarde um comunicado, não assinado, a exigir ao Conselho de Administração respeito pelos funcionários da empresa na Região. Uma posição que decorre das declarações prestadas ao DIÁRIO por Cristina Vaz Tomé e publicada na edição de sábado passado.

O organismo representativo dos trabalhadores não gostou que a administradora com o pelouro do centro regional tenha reiterado confiança na direcção da RTP-M e revela dados que julga serem merecedores de outra leitura. Que desde há algum tempo tem vindo a alertar para a falta de condições de trabalho, violações da lei e total desrespeito pelos direitos e dignidade a que estão sujeitos muitos dos trabalhadores no centro Regional. Que “atitudes e posturas levados a cabo pelo Sub-Director de Conteúdos” são “menos próprias”. Que há matérias que configuraram violações do Acordo de Empresa e Assédio Moral.

Sem exigir a exoneração de Miguel Torres Cunha, mas sim “a realização de um inquérito para que se pudesse apurar a verdade”, a sub-comissão lança dúvidas: “Porque será que quer a Direcção da RTP Madeira, quer o C.A. têm recusado desde a primeira hora a expressão “inquérito”? Será porque a realização de um inquérito a sério, levado a cabo por um jurista experiente que não ficasse impressionado com a beleza da ilha e a recetividade mais que amistosa da direcção da RTP-Madeira, poderia tropeçar em algo ainda mais grave do que o Assédio Moral, nomeadamente alguns interesses que circulam em torno do CRM?”

Sobre a vinda de um “alto quadro” dos recursos humanos à Região para “tratar especificamente” destas matérias, o organismo denuncia “estranhas reuniões que não servem decerto para reenquadramentos” que julga só “podem ser explicadas ao nível da cortina de fumo para enganar tolos, ou seja estas reuniões servem para “parecer”. “Parecer que foram feitas sobre as denúncias acerca do Sr. Miguel Torres Cunha para fora da empresa, parecer que o C.A. e a direcção querem chegar ao fundo da questão, mas na verdade servem para o isentar”, obeserva.

Os trabalhadores garantem que queriam dizer a Cristina Tomé tudo o que se passa, embora sem sucesso, censurando que a administradora tenha prestado declarações quando confrontada pelo DIÁRIO. “Só teve tempo para falar pela terceira vez ao mesmo jornal e ao seu jornalista favorito. Isto enquanto recusou falar à antena da própria Antena 1 - Madeira que o solicitou em visita anterior, mas cujos jornalistas não devem estar ao nível a que a Sra Engenheira está habituada no DN”, escreve a sub-CT.

O DIÁRIO acaba de ser informado que alguns trabalhadores da RTP-M já se demarcaram do contéudo deste comunicado junto da direcção na Região do canal público de televisão.