O primeiro-ministro de Portugal gozou há dias o líder do partido vencedor das últimas eleições afirmando que o mesmo é “uma pessoa menos alegre”, ao contrário dele PM que é uma pessoa alegre, bem como o ministro ds Finanças. Nestes últimos dias, pelo que tenho visto na televisão, o PM já não me parece assim tão alegre e o sorriso “Pepsodent” desvaneceu-se. É de mau gosto gozar seja quem for principalmente quando esse gozo é um claro desrespeito ao drama familiar dessa pessoa. Para o PM de Portugal tudo estava a correr maravilhosamente. Era o défice a baixar, era o crescimento do PIB, era a diminuição do desemprego, enfim tudo maravilhoso e obra exclusiva deste governo, Portugal nunca esteve à beira da bancarrota pela mão de um governo PS, nunca teve de recorrer a uma ajuda externa de emergência cujas condições duríssimas foram negociadas por um governo PS, e os portugueses nunca foram sacrificados a uma austeridade duríssima para reequilibrar as finanças do país. Não, nada disto aconteceu! Tanto o monstruoso incêndio de Pedrógão Grande com todas as suas vítimas, que teve como primeira e imediata reação do PM encomendar um estudo de opinião para saber se a sua popularidade e a do governo tinham sido chamuscadas, como o alarmante roubo de material de guerra de um paiol do Exército ou a taxa de desemprego jovem (25%), são pequenos fait divers que temporariamente lhe poderão desvanecer o sorriso “Pepsodent”, algo que o passar do tempo e o esquecimento lhe permitirão retomar, pois este PM e este governo não estão virados para tristezas e são responsáveis apenas e só por acontecimentos e notícias alegres!
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