É um feito histórico: o primeiro dia do NOS Summer Opening esgotou. Sete mil pessoas marcaram presença no grande festival que ontem teve início no Parque de Santa Catarina. Os números são avançados pela organização.
O dia épico começou com a ‘prata da casa’, que é como quem diz, os madeirenses SOU, que viveram a primeira experiência num grande palco. “Foi uma experiência bastante boa”, confessou Pedro Silva, dos SOU.
Logo a seguir, os Átoa fizeram o muito público que já estava no recinto cantar e dançar. João Direitinho, do grupo de Évora, que se estreou na Madeira afirmou que o concerto “superou as expectativas”. “Nós achamos que foi um espectáculo maravilhoso da parte do público e também para nós”, descreveu, confessando que ficou a vontade de voltar. “Por nós, tocávamos amanhã (hoje) também, se alguém faltar, chamem os Átoa”, gracejou.
“Foi mesmo em grande, ainda não estou em mim”, descreveu Bezegol, o artista que se seguiu em palco. “A organização, durante o dia, não podia nos ter tratado melhor e depois chegamos à hora do concerto e corre assim? Está a ser um fim-de-semana mesmo muito bom”, salientou.
Bezegol confessou que este concerto fê-lo sentir com se estivesse em casa, no Porto. “Foi mesmo bom, não estava à espera de chegar à ilha e as pessoas conhecerem-me na rua, virem cumprimentar e falar dos temas que toco... isto, para um artista como eu, é tipo, não tenho palavras”, continuou, confessando que este concerto vai dar-lhe a inspiração final para o disco que está para sair.
A noite acabou da melhor forma. Os milhares de pessoas que estavam no recinto ouviram e dançaram ao som de Seu Jorge que deixou para o fim as músicas mais conhecidas, como ‘Burguesinha’ e ‘Amiga da minha mulher’, num concerto em que confessou que não tinha um alinhamento certo e em que teve a participação especial de Dengaz no tema que têm em conjunto, ‘Para Sempre’.
“Foi maravilhoso ser recebido desta maneira por este público e fazer parte do recorde de pessoas, participar deste momento”, disse. “Quando está tudo certo, temos de comemorar porque é imprevisível, tudo isto é muito subtil e sensível também, controlar uma multidão de quase 7 mil pessoas não é muito fácil, mas quando chegamos a um lugar como este, o Funchal, e ver as pessoas em modo Verão, isso injecta uma pré-disposição a mais do que a que a gente tem”, salientou, vincando que leva “uma boa lembrança e um desejo de retorno breve”.
Para hoje, o alinhamento conta com Men on the Couch às 19h, seguindo-se Dillaz (20h30), Mundo Segundo & Sam The Kid (22h15) e Nelson Freitas fecha o cartaz com a actuação marcada para as 00h00.
