A Assembleia da República vai votar, amanhã,no último plenário antes das férias, um diploma sobre os apoios para os incêndios na Madeira. Sara Madruga da Costa destaca o facto de o PSD ter conseguir contrariar”as manobras dilatórias do PS exigindo na Comissão de Ambiente Ordenamento do Território e Poder Local da Assembleia da República a votação na especialidade da proposta de lei da Assembleia Legislativa da Madeira”.
A deputada do PSD-M lembra que o diplomacria um regime de excepção para que todas as famílias afectadas pelos incêndios sejam apoiadas na recuperação das suas habitações, independentemente dos rendimentos.
Esta iniciativa já constou diversas vezes da ordem de trabalhos da comissão parlamentar, mas foi sucessivamente adiada pelos socialistas. No último adiamento o PS requereu novos pareceres ao Governo Regional da Madeira e ao Governo da República.
“Ao contrário do Governo Regional que respondeu dentro de prazo à solicitação do parlamento, o mesmo não aconteceu com o Governo da República que, até à data, ainda não respondeu”, refere a deputada.
na iminência de novo adiamento da votação, que remeteria a decisão para depois das eleições autárquicas,Sara Madruga da Costa exigiu que se passasse de imediato à votação na especialidade. “É inaceitável que ao fim de um ano o Governo da República não tenha ainda sido capaz de resolver este problema e continue sem transferir os apoios prometidos para os incêndios da Madeira”, protesta. A proposta foi aprovada por unanimidade na comissão.
“Se porventura dúvidas existissem de que o PS se socorria dos mais variados expedientes para impedir esta votação antes do plenário de amanhã, hoje essas dúvidas foram totalmente dissipadas. Na verdade, o PS acabou por votar favoravelmente esta proposta da ALRAM depois de ter estado este tempo todo a dizer que não o podia fazer sem o parecer do Governo da República”, afirma.
Para Sara Madruga da Costa “o PS nunca esteve verdadeiramente preocupado em resolver o problema dos apoios aos afectados pelos incêndios na Madeira, mas em branquear o comportamento negligente da República”.
