Miguel Albuquerque fechou o debate da Estado da Região contestando as “fanfarronices de sempre e as mesmas girândolas de desgraças”, contrapondo-as com elogios ao bom desempenho do seu Governo, visível no crescimento do investimento privado, na diminuição do desemprego ou no ambiente de confiança relativamente ao futuro, aspectos que entende não deixam a oposição satisfeita.
A convicção que os compromissos estão a ser concretizados só colhe apoio junto da maioria.
Jaime Filipe Ramos admitiu diferentes leituras, mas considerou haver uma realidade que ninguém pode negar: “a Madeira está melhor em 2017 do que em 2015”.
Até às Autárquicas considera que a geringonça castigará os madeirenses em aspectos diversos como a revisão do subsídio de mobilidade, a linha marítima entre a Madeira e o Continente, os apoios aos incêndios e o novo hospital. Impasses que o levam a garantir que a Região está hoje perante uma “nova classe de traidores da autonomia” que servem Lisboa e ignoram ou adiam as pretensões dos madeirenses.
“O Governo já cumpriu com mais de metade dos seus odjectivos” assegura o líder parlamentar do PSD-M.
O centrista Lopes da Fonseca ficou com outra sensação, que as promessas do Governo Regional não passam do papel por duas ordens de razão: “ou por culpa de Lisboa ou por culpa de sistemas informáticos que tudo encravam”. Daí que tenha contestado o discurso do GR, acenando com os números reais da economia real que desmentem o cenário idílico. E foram muitos, dos impostos ao desemprego.
O deputado do JPP, Élvio Sousa, julga que o PSD tentou transformar este debate numa análise da relação República-Região ou num debate municipal, do que fazer um escrutínio do executivo regional. Contudo, lembrou que o balanço final será feito em escrutínio secreto até porque convém lembrar que é o PSD é poder na Região. Um poder incapaz, com 800 nomeados políticos em menos de três anos de governo numa terra com mais de 17 mil desempregados.
O socialista Jaime Leandro optou por caracterizar a “conversa fiada” de quem tem por hábito culpar terceiros. “A culpa é de Lisboa. Esta é a desculpa dos novos governantes com vícios antigos”, deixando escapar que já devia saber que o argumento não colhe: “Muitas vezes se estivermos à espera da República é melhor esperarmos sentados”.
Entende que a relação entre a Região e a República melhorou com o governo socialista e questionou exigências da maioria. “Para que serve a Autonomia se os senhores não governam?”, referindo que neste tempo o governo continuar a alimentar a clientela, como se viu no caso da concessão da Zona Franca e no aos na saúde. A culpa também é de Lisboa? “O estado da Região é aquilo que se vê e que se sabe. O GR falhou e será admoestado nas próximas eleições”, referiu.
A comunista Sílvia Vasconcelos apresentou a desilusão motivada pela velha fórmula política que prometeu renovação mas combateu propostas alternativas com demagogia. “Basta de caridade. Cabe ao Governo assumir prioridades”, sublinhou. E entre estas, “promover o direito ao trabalho”.
Roberto Almada do BE abordou os serviços de saúde caóticos e falta de consultas em várias especialidades. Mas também a caridadezinha devidamente fotografada protagonizada por Rubina Leal que considerou um “bluff saltitante” que o Governo quer colocar na Câmara do Funchal.
“Um governo que pensa que está em estado de graça quando os madeirense não acham graça nenhuma ao estado caótico a que a Região chegou”, referiu.
Raquel Coelho, que considera o turismo como oportunidade perdida, quando se revela o sector mais pujante, entende que como havia a necessidade da Região ultrapassar os condicionamentos à economia, Miguel Albuquerque ganhou, prometeu muita coisa e encheu os madeirenses de expectativas mas pouco fez, comparando o executivo regional a carro que patina na lama apesar de acelerar.
E para não variar, a deputada candidata deixa o alerta: “Não se deixem de enganar pelo canto melodioso que vem da Câmara Municipal do Funchal que pode levar a Madeira ao naufrágio”.
Gil Canha considerou que o regime de Miguel Albuquerque é igual ao regime de Marcelo Caetano.
“Está sequestrado pelos grandes grupo económico e vai cair, mas abrir caminho a algo assustador, à
política postiça e ao populismo” que atribui a Paulo Cafôfo.
