Gil Canha, ex-vereador da Câmara Municipal do Funchal e candidato às eleições autárquicas pela Coligação Funchal Forte, foi o porta-voz de uma iniciativa levada a efeito esta manhã, em frente ao Auto-Silo de São João, mais conhecido pelo estacionamento do 2000.

O objectivo desta conferência foi denunciar a falta de equipamentos obrigatórios de segurança e de sinalização deste parque e também dos auto-silos da Cruz Vermelha e do Campo da Barca. Escandalizado, Gil Canha questionou: “Porque razão os senhores presidentes de Junta da Mudança e elementos da empresa municipal Frente-Mar têm cartões gratuitos de acesso a estas infra-estruturas, quando esses mesmos elementos não trabalham na fiscalização dos parquímetros nem prestam serviço nestes parques? E o mais grave, é que muitos desses cartões são utilizados por familiares dessas mesmas pessoas, que entram de forma gratuita em todos os estacionamentos da Câmara, e que segundo o Tribunal de Contas é ilegal, e já foi objecto no passado de sérias advertências deste tribunal”.

O candidato adiantou que após o “Funchal Jazz do ano passado, muitas pessoas estranhas aos parques receberam esses cartões de acesso gratuito, e nunca mais os entregaram à autarquia nem a autarquia fiscalizou cabalmente essas devoluções nem promoveu o bloqueio dos mesmos”.

Relativamente ao Auto-Silo do 2000, a entrada do parque está com o pavimento esburacado e apresenta um painel que deveria indicar se o parque está livre ou completo, e que já está avariado há mais de três anos. “Quando o parque está cheio, o sinal indica sempre ‘livre’, em cor verde, o que provoca filas enormes na estrada e o consequente congestionamento de trânsito. Tem acontecido que muitos utentes possuidores de cartão pré-pago exasperam, e para se livrarem da bicha vão parquear os seus automóveis ao estacionamento do Funchal Centrum”, adianta Gil Canha.

Segundo a Coligação Funchal Forte, “acresce que o obrigatório sistema de videovigilância está avariado há cerca dum mês e meio; não existe Central de CO2; não tem sistema de extracção de fumos; e o mais grave ainda, a central contra incêndios, que inclui detectores de fumo e betoneiras e outros equipamentos de alerta não estão montados, só existe uma obsoleta rede de aspersores de água anti-incêndio, com a agravante de estarem propositadamente selados”.

Aliás, prossegue a nota de imprensa “as fotos que tiramos no local provam isso mesmo, como também verificámos ‘in loco’, fios eléctricos pregados às paredes sem estarem inseridos em calha técnica, luz eléctrica deficiente e uma porta em contraplacado de madeira”.

Nos outros auto-silos de gestão camarária, como o da Cruz Vermelha e do Campo da Barca, “as desconformidades ainda são mais gritantes”, adianta Gil Canha. “Na Cruz Vermelha o sistema de extracção de fumos está avariado há mais de 3 anos, não tem o obrigatório sistema de videovigilância a funcionar e não existe Central de CO2, o que além de pôr em perigo a vida dos utentes afecta a saúde dos funcionários, que são obrigados a inspirar continuamente partículas cancerígenas e monóxido de carbono. No auto-silo do Campo da Barca, além dos simples extintores da praxe, não existe nenhum dos equipamentos exigidos por lei para este género de parques fechados”, criticou o candidato.

“O Funchal Forte não percebe como é que sendo a Câmara a entidade responsável pelo licenciamento e fiscalização destas infra-estruturas, tem os seus próprios parques nesta condições terceiro-mundistas”, conclui Gil Canha.