O plenário da União dos Sindicatos da Madeira (USAM), aberto a sindicatos não filiados, decidiu hoje apelar ao reforço da luta pela defesa da contratação colectiva na Região.

“A maioria dos trabalhadores da Madeira e do Porto Santo, dos sectores público e privado, têm visto os seus salários andarem para trás por não terem acompanhamento com o aumento do custo de vida”, denunciou, em conferência de imprensa, o dirigente da USAM, Pedro Carvalho.

Face a esta situação, o dirigente da USAM apelou à mobilização dos trabalhadores contra “o ataque feroz à contratação colectiva por parte dos patrões e das associações patronais que teimam em não aumentar os salários”.

O plenário reivindicou, entre outras coisas, a revogação do artigo 501º do Código do Trabalho que permite a denúncia da caducidade dos contratos colectivos; a reintrodução no Código do Trabalho do princípio do tratamento mais favorável e da renovação automática das convenções colectivas até serem substituídas por outras negociadas livremente; aumentos salariais que reponham o poder de compra, o aumento do Salário Mínimo Regional em 7% sobre o Salário Mínimo Nacional, para fazer face à dupla insularidade e maior intervenção administrativa do Governo Regional em situações de impasse negocial.

A USAM anunciou que vai participar na marcha, no dia 21 de julho, dos trabalhadores da Portugal Telecom e apelou à sindicalização dos trabalhadores jovens.