“Bancos dão ordem para executar colecção Berardo por dívida de 500 milhões”. Assim titula esta manhã o jornal ‘Público’ na sua manchete, onde dá conta que “Joe Berardo é um dos grandes clientes da Caixa (Geral de Depósitos ou CGD) cuja política de concessão de créditos está na mira das autoridades. BCP e Novo Banco também deram financiamentos ao investidor”, frisa.

Conta a notícia que as três instituições “já deram instruções para executar a penhora sobre 75% da colecção Berardo, isto depois de José Manuel Rodrigues Berardo (conhecido por Joe Berardo) ter entrado em incumprimento. Um processo minado de obstáculos que abre a porta a negociações. Em causa estão créditos em torno dos 500 milhões de euros e que serviram, nomeadamente, para o investidor comprar em 2007 uma participação de cerca de 7% do banco que vivia na altura uma guerra de poder interna”.

Em causa, segundo terão dito ao ‘Público’ altos quadros da CGD, do BCP e do Novo Banco que não não estão “em desacordo sobre a matéria, ainda que sublinhando que a relação ‘do cliente não é igual nos três casos’. E adiantaram que apesar de terem sido dadas instruções para que os colaterais (cerca de 40% imputados à Caixa e BCP, cada, e cerca de 20% ao Novo Banco) - onde se incluem os 75% dos títulos da Associação da Fundação Berardo (dona da colecção de arte exposta no CCB) - sejam executados, em paralelo estão a decorrer diligências para alcançar um entendimento que permita às partes envolvidas minimizar as perdas. O objectivo é evitar que o processo culmine em litigância, que acaba por se eternizar nos tribunais”, assegura.

Entretanto, aparte toda a envolvência do processo, lembra o Público que “Berardo já anunciou outras iniciativas. Em Outubro deste ano quer inaugurar um novo museu de art nouveau e art déco e não afasta a intenção de abrir um outro de arte africana no Bairro Alto”.

Refira-se que a Fundação de Joe Berardo tem um interessante espólio também na Madeira