Paulo Gonçalves, o autor confesso de um foco de incêndio em S. Roque que se espalhou por diversas zonas do Funchal em Agosto do ano passado, vai conhecer a decisão do seu julgamento a 28 de Junho, às 14h00. Esta manhã, na Instância Central da Comarca da Madeira, foi ouvida a última testemunha e feitas as alegações finais.
O procurador da República Paulo Oliveira pediu a condenação do arguido pelos crimes de homicídio por negligência (três senhoras morreram na zona da Pena no decorrer dos incêndios) e pelo crime de fogo florestal. Os crimes justificam, no entender do representante do Ministério Público, uma pena superior a 12 anos de prisão.
Entendimento diverso teve o advogado de Paulo Gonçalves, que defendeu a absolvição do arguido pelos crimes de homicídio e a condenação por incêndio florestal por negligência, que prevê uma pena mais baixa. Para o advogado, este jovem de 24 anos é responsável apenas por uma queimada que se descontrolou e não deve ser responsabilizado pelas vítimas mortais.
Recorde-se que Paulo Gonçalves encontra-se em prisão preventiva desde Agosto de 2016. O seu julgamento, cujo colectivo de juízes é presidido por Filipe Câmara, teve início a 24 de Maio.

