A inauguração de uma nova sede no Bairro de Santo Amaro, na manhã deste domingo, abre novas perspectivas para a Associação de Paraquedistas da Madeira, cujo presidente, Joaquim Relíquias, assumiu a “grande ambição” de desenvolver o paraquedismo civil no nosso arquipélago.

O dirigente associativo reconheceu que ainda falta muito para concretizar esse desejo, já que posicionar um avião para os saltos na Madeira exige “verbas muito altas”. No entanto, o objectivo está traçado. Segundo o antigo militar, a Madeira “tem potencial” para o desenvolvimento para esta actividade e poderia criar um nicho de atracção de turistas. “A nível nacional, a Madeira tem um tempo sempre espectacular. Pode haver um dia ou dois em que não há condições para haver saltos, mas na maioria dos dias dá para fazer saltos de paraquedas”, descreveu. Enquanto o “sonho” não se materializa, os antigos paraquedistas madeirenses e os aventureiros que desejam experimentar esta actividade podem aproveitar os contactos que a Associação tem com aeroclubes do continente. Custa 400 a 500 euros para começar a saltar de paraquedas, não incluindo a viagem e o alojamento.

Presente da inauguração desta manhã, a secretária regional da Inclusão e Assuntos Sociais, Rubina Leal, disse que “atribuir uma sede [cedida pela empresa pública ‘Investimentos Habitacionais da Madeira – IHM’].é o mínimo” que o Governo Regional poderia fazer para agradecer o papel desta Associação e também dos militares em diversos momentos difíceis para a Região Autónoma. “As forças armadas têm sido sempre um aliado do Governo Regional. Foi exemplar o apoio que nos foi dado aquando do 20 de Fevereiro e dos incêndios e é um dos parceiros mais importantes que nós temos no Plano Regional de Protecção Civil”, referiu a governante, que adiantou que há militares a receber formação em rescaldo de incêndios, para o caso de tal ser necessário.

Fundada em 2014, a Associação de Paraquedistas da Madeira teve a sua primeira sede na Calheta e a abertura do espaço no Bairro de Santo Amaro está a contribuir para o aumento do número de sócios, que este ano deve chegar a uma centena. O universo de potenciais sócios é muito mais alargado, pois nas últimas décadas centenas de madeirenses passaram pelos ‘boinas verdes’ do Exército Português.

A nova sede foi benzida pelo reverendo chefe do serviço religioso da Força Aérea, coronel Joaquim Martins, e à cerimónia assistiu o novo comandante da Zona Militar da Madeira, major-general Carlos Perestrelo.