Ana Margarida Castro (Escola Bartolomeu Perestrelo), Leonor Henriques (Colégio de Santa Teresinha) e Pedro Santos (Apel) foram os três primeiros classificados do Prémio Literário do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas instituído pelo representante da República e cujas distinções foram entregues esta tarde, no Palácio de S. Lourenço. No entanto, Irineu Barreto aproveitou o momento para fazer elogiar o papel dos professores e das famílias, que, apesar das dificuldades, são determinantes no aproveitamento do talento dos mais novos.
No discurso feito esta tarde, o representante da República admitiu que “nem sempre a acção [dos professores] é devidamente apreciada” e merece a devida atenção da sociedade, mas salientou que “não fosse o incansável trabalho que realizam ao longo do ano, todos os anos, não teríamos certamente a motivação que se encontra nos trabalhos destes alunos” que concorreram a este prémio literário. “Tenho genuína admiração pelo vosso trabalho”, vincou o mesmo responsável.
Ireneu Barreto reservou também elogios a outro pilar do sucesso das crianças e jovens: “Os pais e outros familiares lutam constantemente para, no seu ocupado quotidiano, reservarem tempo para acompanhar os seus jovens. Fazem muitas vezes sacrifícios que devem ser realçados. A esses sacrifícios somam-se, tantas vezes, dificuldades económicas que também não conseguimos ainda, como sociedade, resolver satisfatoriamente. No entanto, os resultados vão surgindo, mostrando que também neste domínio as famílias portuguesas não se resignam”.
O júri do concurso literário de 2017 foi constituído por Irene Lucília (presidente), Lídio Araújo e Anabela Pita. Na cerimónia desta tarde, o representante da República agradeceu o apoio do secretário da Educação, Jorge Carvalho, à sua própria esposa, Carla Barreto, que esteve na origem do prémio, e ao seu gabinete.

