Centenas de pessoas protestavam hoje à tarde em várias cidades norte-americanas, na chamada “Marcha pela Verdade” para exigir uma investigação independente sobre eventuais ligações da campanha do Presidente, Donald Trump, com o Governo russo.
Os organizadores esperam que as manifestações reúnam vários milhares de pessoas em Nova Iorque, Washington e uma centena de outras cidades, numa ação que conta que com o apoio de congressistas, atores e grupos progressistas de todo o país.
O objetivo é aumentar a pressão para que se investigue a fundo a possível coordenação da equipa de Trump com o Kremlin para prejudicar as possibilidades de eleição da candidata democrata, Hillary Clinton.
Muitos dos participantes lançaram petições a defender o início da impugnação (’impeachment’) de Trump pelas suas tentativas de impedir investigações sobre o possível envolvimento russo nas eleições norte-americanas, em novembro do ano passado.
A manifestação na capital norte-americana coincide com uma concentração de várias dezenas de simpatizantes de Trump em frente à Casa Branca.
Os apoiantes do Presidente norte-americano, que foram convocados pelos responsáveis da campanha de Trump, exibiam cartazes a favor da decisão de retirada dos EUA do Acordo de Paris sobre alterações climáticas.
Os impulsionadores da “Marcha pela Verdade” pedem que a investigação sobre o alegado envolvimento seja dotado dos recursos e da independência necessários.
Além disso, exigem ao Congresso que force o chefe de Estado republicano a revelar a sua declaração de impostos, algo que sempre foi tradição entre os presidentes, para que seja esclarecido se teve interesses económicos vinculados a entidades estrangeiras.
Os organizadores reclamam que, além do procurador especial indicado pelo Departamento de Justiça para investigar a intenção russa de interferir nas eleições, seja criada uma comissão independente como a que investigou os ataques de 11 de setembro de 2011 contra os EUA.
A Justiça nomeou o antigo diretor do FBI Robert Mueller como procurador especial para estas averiguações.
A designação ocorreu depois de Trump ter despedido, em maio passado, o diretor do FBI James Comey, que liderava a investigação, que o Presidente classificou como uma “caça às bruxas” contra si e sem fundamento.
